
Segunda-feira, Agosto 18, 2008
Se você meu amigo realmente se interessar em ler esse blog, eu aconselho que leia de baixo pra cima, porque esse começou a ser escrito em 17 de junho de 2003...Um abraço.Nato...
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Domingo, Outubro 28, 2007

Pra tentar ficar um pouco só?
_Sim, mais agora, já fui longe demais.
E não consigo encontrar minhas pegadas pra voltar.
Então, às vezes o que me motiva e a esperança de voltar, no amanha.
Onde eu penso em recomeçar
Mamãe, olha eu de novo
Com a mesma ladainha que te fez chorar.
Um dia...
E não agora.
Só alguns sonhos me recompensavam
E eu pensei q voltaria um dia
Pra dizer que as conhecia.
A conquistar a vitória que não existe.
Obrigado por ter me agradecido.
Não esperava, pois me lembro daquele dia azul.
Eu respirei fundo, e não cuspi em nada.
Beijei as flores e segui sem rumo.
Agora, aonde eu vou tudo é estranho.
Então eu vou ficar aqui deitado.
Nesse grande hotel, no centro de Pekin.
Há tempos atrás me disseram que meu tempo de aventura, acabou.
As pessoas querem me mostrar o caminho da felicidade.
Será que eu fui louco, em negar tantos sonhos de uma vez
E parece que nunca mais voltei a ser o mesmo.
E você, sempre tranqüila, porque tenho cara, de um jovem palhaço.
Os olhos de velho e um coração doce de mais.
Onde as moscas dormiram e depois foram embora.
E hoje agem como se eu não existisse, deixando assim um buraco no espaço.
Mais quando as moscas se abrigavam comigo, elas viram que às vezes, eu choro de noite.
Mamãe, já faz tanto tempo que você não quer ver, que seu filho não e mais o mesmo
E pra ele nada importa.
Ele não sente saudade.
Saiba que... existe um rio em Beijing que parece andar pra traz.
Então pensei, será que Deus veio tão longe comigo?
Porque tinha hora que o ar parava de soprar.
E mesmo assim eu olhava pra cima, pra tentar me alcançar.
Estou alem do horizonte, alem dos meus sonhos.
Esse caminho que eu estou é uma pintura maravilhosa.
Mais na grama da Praça Tiananmem, eu vou entregar minhas armas.
Pra tentar viver mais fácil e sem lutar.
Se tiver que esperar um bilhão de anos por aqui eu vou esperar.
Debaixo de uma arvore me protegendo da chuva de veneno, das moscas, e dos relâmpagos que no horizonte parecem ser tão bonitos.
Aqui no oriente, no mês de outubro, até o vento fica mais triste.
Então como poderei te recompensar se o caminho é tão longo?
O sol de Pequim estava se pondo devagar.
Enquanto eu fotografava a praça, minha querida chinesinha estava sentada.
E com olhar distante, ela buscava o seu horizonte.
E quando não, ela sorria pra mim
A paz daquele dia será eterna, e como tatuagem na alma, escrevi.
Magia de vida, magia de amor.
Beleza de sonho, beleza sem dor.
E onde estou é tudo que sonhava pra mim.
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Sábado, Outubro 27, 2007
(texto postado em 29/09/2007)Abri meu passaporte e passei a vista em paginas de entrada e saída do país.
Numa pagina o visto americano e na outra parei para admirar o cobiçado visto chinês, são cinco horas da tarde, e me lembrei de ontem, dia vinte e oito de setembro de 2007, dia em que cruzei talvez pela última vez o portão da fábrica da Yamaha, mais antes eu caminhei lentamente.
E tirando a paz interior que exalava da minha alma, confesso que mais nada eu sentia.
Mais quando estava pegando a bicicleta no estacionamento, eu por sentido observei.
As arvores que margeiam todo o estacionamento de bicicletas da fabrica.
Foi um momento estranho, e por sorte ninguém ter passado por ali, porque com certeza me questionariam aquela atitude.
As arvores com o vento, dançavam debaixo de um céu cinzento, a única canção que pode anunciar mudanças, e eu farejei naquele momento o meu único dom, o de interpretar os sinais da vida, e estranhamente concordei com a cabeça.
O outono chegou.
As folhas começarão a cair, alguns dias ficarão cinzentos, e o vento frio que chega no oriente, ofuscara o por do sol, deixando-o assim tão triste.
Então me lembrei de um dia que escrevi, que quando as folhas começarem a cair eu vou saber que é a hora de partir
Foi uma sintonia total e eu inspirava tudo.
E por atitude, junto com o verão estou indo embora, deixando aqui o triste vento de outubro. Pessoas que me ensinaram e pessoas que aprenderam comigo, uma vontade imensa de dar um abraço, numa ex-amiga que nasceu no mesmo dia que eu.
Carrego uma forma incapaz de demonstrar a gratidão que sinto, por pessoas que convivem comigo aqui todos os dias.
Hoje amanheceu nublado e cinzento, um dia frio. E o único calor que sinto e o aconchego da companhia da minha família que estive morando nos últimos seis meses.
Um nó na garganta, e um frio no meu estomago que jamais senti igual.
Já terminei de fazer as malas e conferi todo meu equipamento fotográfico.
Tenho que acordar as quatro da manha, pra embarcar as nove, com escala na Coréia e destino final a cidade de Pequim, onde eu não consigo imaginar nada além do que ainda não entendo.
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(texto escrito em12/09/2007)
Olhei profundamente no seus olhos
Quando você soltou minhas mãos.
O mundo parou por um momento e depois eu cai.
Cai de um trem em movimento.
E se eu fosse um pássaro eu teria voado.
O destino era tão forte que eu sobrevivi.
Eu era tão determinado que sai correndo.
Acreditei tanto em mim que um dia eu alcancei o trem.
.
Mais se estivesse frio eu teria morrido.
E vi você tomando chá.
Eu via você sorrir sem medo
Quando você me viu e correndo fechou a porta.
Eu agarrei aporta e fiquei enroscado.
E se eu fosse uma bomba, teria explodido.
Eu era tão calmo que consegui andar do lado.
Me segurei no impossível e Deus me ajudou.
.
Eu vi você pegar suas coisas.
Eu vi você e seus novos amigos.
Quando você percebeu e correndo bateu a janela.
E se eu fosse aquele trem eu chegaria atrasado.
Olhando pra cima alcancei o teto.
E foi ai que o vento me disse.
Que eu era tão belo.
Eu vi você descer na estação.
Na plataforma ilusão de um dia abafado.
Eu vi você me procurar do teu lado.
Mais eu virei uma sombra do seu belo passado.
E se eu fosse um tolo teria mostrado.
E agora que o trem parou, meu coração é trocado.
E se eu fiz por amor, porque era teu lado.
E se eu corri tanto, foi pra te mostrar.
A força que tenho ...
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(Texto escrito em 25/08/2007)
Eu sonhei com soldados com cara de palhaços.
Uma mulher me roubou tudo, e eu gostei da sensação.
Pulei o muro e fiquei olhando a lua.
Desmaiei na grama perto de uma estrada com uma garrafa de whisky.
Ontem almocei no melhor restaurante de Tókio, e ainda deixei uma gorda gorjeta.
Não existe distancia pra mim, se tenho pernas o resto é visão.
Eu fui comandante e não quis mais ser, e quem consegue uma vez sempre será.
Eu valorizo a minha respiração por ser importante pra mim.
Mulher, amizade e cinismo misturado numa taça de licor, confundiram meu sentimento de compaixão.
Amigos aparecem quando você precisa.
E Deus tudo vê, tudo sente e falou pra mim continuar.
E hoje eu falei com a princesa de Beijing.
E ela me espera ansiosa, do outro lado da fronteira.
Perto da grande muralha.
Acabou se a guerra.
Estou feliz e Deus também.
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[texto escrito em 28.7.07 10:20 PM | RENATO TUZI]
Pequenos milagres.
. Às vezes acontecem alguns fatos em minha vida que fico impressionado, daí eu sigo em frente acreditando, que pequenos milagres, acontecem.
. Pra quem acredita e tem uma visão positiva, as coisas funcionam mais ou menos assim, e eu não consigo ser diferente, porque da errado pra mim, não consigo, dar um passo pra qualquer direção, sem antes pedir a proteção de Deus, e em seguida agradecer por aquele caminho percorrido.
. Sábado, 7:45 AM.
. Hamamatsu acordou naquele dia sob uma forte chuva, eu até recolhi a roupa por causa do vento forte, estava indo trabalhar, e como moro perto do trabalho, eu vou sempre caminhando.
. Quando abri a porta eu disse assim:
_Me acompanhe meu Deus, faça desse dia um dia bom e obrigado por mais um dia.
. Peguei guarda chuva e quando desci as escadas notei um carro parado e logo reconheci aquela pessoa.
. Era um peruano que trabalha comigo, não no mesmo setor, mais na fabrica de Yamaha.
. Fiquei admirado naquele momento.
. Ele estava olhando pra mim, descendo as escadas.
. Fez-me um sinal e eu entrei no seu carro
_Bueno dias!
_Ola Tevês, o que você esta fazendo aqui, e porque olhava pra mim descendo as escadas?
. Ele parecia muito sonolento.
_Dio non sei.
_Dio nom sei nem porque estou indo a trabarro.
_Hoje esta trobiejando mucho e dio tenio miedo.
. Era uma chuva de vento forte e muitos relâmpagos, que são raros aqui no Japão, apesar do que mencionei antes do pensamento positivo presente, eu certamente chegaria um pouco molhado no trabalho.
. Enquanto o carro seguia, ele me perguntou se no Brasil tinha trovão, e eu disse que sim, e ele continuou dizendo que onde ele mora não tem.
. O pequeno carro daquele peruano seguia em frente sob uma chuva tão forte que ele dirigia com muita atenção e de olhos cravados no caminho.
. Eu perguntei pra ele:
_Teves acredita em Deus?
_Sim, por quê?
_Por nada.
. Na verdade eu não quis prolongar a conversa.
. Mais pensei comigo mesmo, durante todo aquele dia.
. Pequenos milagres acontecem...
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Sábado, Setembro 29, 2007
Porque imaginei uma vida sem problemas
Porque não havia
O momento de uma foto e a magia da realidade
Do que eu fui
Audacioso?
Quem me dera
O mundo girando e eu imaginando, as pessoas nas filas dos bancos.
Um menino sentado no jardim de uma praça.
E uma senhora cantando.
E eu ali, parado, no tempo e no ar.
Só pra dizer pra mim mesmo um dia ...
Digamos que um dia eu quis voar
No lugar mais longe do mundo
Porque eu andava tão sóbrio
E eu estava dentro do mar
Na rua eu respirei sem minhas botas
E no distante sul eu fiquei parado
Eu era louco
Louco pra te rasgar
Me chamam de jovem
Parado no ar, eu sem um medo
E de frente do mar
Comprei as coisas de um hippie
Coisas pra me acalmar
Da janela do hotel de madeira
Eu vi a a beleza do mar"
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Segunda-feira, Setembro 03, 2007
Era uma tarde calma e ociosa, estava esperando o ônibus, em frente à estação de Hamamatsu, no verão o calor fica insuportável no Japão.
Enquanto esperava o ônibus vi numa vitrine uma propaganda de um relógio.
Fechei os olhos e recordei um dia que estava trabalhando no período noturno de uma fabrica em Tókio no ano de 2004.
Do meu lado estava Chen um chinês de estatura baixa e olhos grandes, e sempre que ele olhava pra mim ele dizia:
_Daijoubo!
Um dia reparei o relógio que ele usava e fiquei surpreso, era um Rolex dourado com ponteiros prateados, uma raridade e um luxo se não estivesse no braço de um chinês, que alem do mais trabalhava de operador de maquina injetora.
_Chen.
_Hi.
Disse ele me olhando com aqueles grandes olhos que pareciam duas jabuticabas.
_O que você fazia na China antes de vir trabalhar aqui no Japão?
_Eu trabalhava num campo de golfe, um lugar onde muitos estrangeiros freqüentavam.
_E o que você fazia?
_Eu recolhia as bolinhas depois dos longos arremessos.
Deixei passar alguns minutos e já fui direto ao assunto.
_Esse relógio ai no seu braço é um Rolex?
Ele parou de trabalhar largou a peça e me disse:
_Rolex!
_Você conhece o Rolex.
Eu disse que sim e que no Brasil era muito caro esse tipo de relógio.
_E verdade, esse relógio é muito caro sim.
Dois chineses se aproximaram ele foi logo fazendo aquela algazarra.
Eu não sei o que eles discutiam em voz alta, mais eu interpretava como se ele tentasse convencer os outros dois que era um Rolex e muito caro.
Mais pela cara dos dois eles davam risadas e ficavam resmungando com um ar de reprovação.
Ele chamou a atenção dos dois e perguntou pra mim em japonês.
_Renato, esse relógio no estrangeiro e caro?
_Muito caro! Respondi com firmeza na voz, mais com ironia no olhar.
_Vocês estão vendo! Ele conhece um Rolex e vocês são Burros.
Quando os dois foram embora sem nenhum acordo, ele olhou pra mim e disse:
_Quer comprar?
_Quanto você paga?
Aquele relógio não fazia meu gosto e muito menos acreditava que fosse um Rolex original e alem do mais aquele relógio deveria estar a uns cinco anos no braço dele.
_Compra, eu faço um preço bom, é um Rolex e você sabe que é caro.
Comecei a dar risada e pensando._Rolex no braço de um chinês e querendo vender barato. Pra cima de Mim!
_Não Chen, Obrigado.
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Terça-feira, Agosto 21, 2007
Loucura de amor. (Baby)O Que aconteceu com você?
Olhos de velho pra quem é jovem de mais.
Busquei do lado, alguma coisa pra me satisfazer.
Mais o gosto esta na minha boca.
E eu não consigo fazer nada sem mim.
Poderia haver outro jeito, mais não há.
Era parte da previsão do dia de hoje.
E nos mudamos nossas vidas.
Talvez quem sabe.
Eu vou quebrar um coração.
So pra me vingar de você.
E muito mais.
Do que vier, do que fazer ou algo assim.
Eu mentia quando eu era medo.
Você sera minha amiga.
E estará sempre morta em mim.
Onde eu vejo bondade, ninguém vê.
Mais se um dia o jantar, virasse mentira.
Eu te daria minha flor.
Flor que morreu no meu peito.
E então você virá e dirá.
Que tudo isso era saudade.
Naquele tempo em que eu e você, não deixávamos morrer.
E no mesmíssimo lugar.
Não sou mais eu.
E nem você.

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Eu matei aquele homem.
Eu puxei o gatilho sim.
Não agüentava mais.
A vida agora é diferente.
Parece que agora encontrei o caminho.
Um dia naquele lugar
Alguém me disse que a luz mostra a direção
E o vento me guia
Parece tudo fácil
Então, obrigado por me lembrar da luz.
E vou amanhã e sempre caminhar.
Pois não importa mais o que sinto. Hoje...
Meu tempo é pra dizer a todos que ficaram pra traz...
Levantem-se, eu tenho que ir.
E olha que às vezes pensei que era tudo.
Porque o vento sempre dirá pra vocês.
E eu só quero voltar pra casa sem ninguém que conheci aqui
Fique ai, só me deixem sair daqui
Deixe-me sair logo daqui.
E se o final for feliz pra nos todos?
E se só eu souber o caminho?
E se só eu fui um bom homem?
E se só eu sonhei assim?
E se a consciência pedir pra eu voltar
_Huuuuuuuuuhuuuuuuuuuuu.
Dizia o vento no túnel
E se o bom homem que morava no espaço morreu numa cruz?
E se as lagrimas com você foi parte de um jogo?
_Huuuuuuuuuuhuuuuuuuuuu.
Dizia o vento no meu rosto
E se agora na porta do túnel eu parasse e olhasse pra traz?
E se eu voltasse pra te buscar?
Eu sempre disse que era teu amigo
E eu nunca menti
Com todas as mudanças da minha vida.
Talvez eu esteja certo da próxima vez
E você não seja tão cínica, não fale tão alto, não ande tão orgulhosa
Algo mais, e o que for, bom agora eu pulei no rio
Muitas vezes tentei voltar pra casa
Eu nunca encontrarei alguém pra te substituir
Acho que terei de fazer disso verdade
Agora sem você
E todos meus amigos me disseram que eu estava longe
Mais tudo que nós sempre soubemos estava aqui
E eu nunca quis morrer.
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Quinta feira, 02 de agosto de 2007
No final de mais um dia de trabalho, fomos convocado pra uma reunião, no qual todos teriam que ler alguns papeis, assinar e pegar o olerite mensal, que pra nos que trabalhamos no setor de maquinas injetoras tem um olerite com sabor diferente dos de mais funcionários da Bliss.
Um olerite que vinha com sabor de suor e lembranças de queimaduras, que marcavam nossas peles acada vacilada.
O calor insuportável de quatorze maquinas aquecidas com resistências de 600 graus, fazia com que aquele setor ficasse conhecido de inferno.
Em pleno verão quando se falava pra algum funcionário que ele teria que ser tranferido praquele inferno logo a recusa vinha complementada de ameaças de demição feita pelo próprio funcionário.
Alem do mais a roupa e os acessórios de proteção faziam da nossa armadura um verdadeiro corpo fechado.
Fechado de sonhos de cada um que ali estava.
Muitos diziam que o seikei era minha cara.
Por um único motivo, eu sou o ultimo dos moicanos se assim posso dizer.
Daquela turma de 1998 que trabalhava no seikei da Takata que ficava na cidade de gotemba eu sou o único que ainda estou exercendo a atividade.
E o destino me levou muito mais longe daqueles que me ensinaram a operar uma maquina injetora de magnésio.
Minha primeira missão se assim posso chamar foi no ano de 2000 quando fui tranferido pra fabrica mais maluca que já trabalhei, eu e meu amigo Dao fomos os primeiros a entrar naquele seikei, onde já estava dominada pela empreiteira concorrente.
Naquela época o seikei era bem diferente do que é hoje, não que as maquinas tenham mudado, mais tudo que hoje um robô faz era nós que fazíamos.
Agente passava óleo na forma que chegava a 280 graus, a gente metia a cara e pegava a peça com a mão,e ainda controlávamos os programas.
Era mais perigoso, mais com o tempo a confiança no nosso serviço cresceu e nos ensinaram a desmontar as formas.
Muitas vezes quando a gente ia pegar a peça da forma a maquina injetava o magnésio liquido que espirrava na forma quando batia na nossa roupa deixava um buraco e um cheiro insuportável de fumaça, que pra gente era motivo de risos.
Mais sabíamos que não teria tanta graça se um dia espirrase na nossa cara.
Apesar de um dia uma minúscula gota acertou meu naris em cheio, que ficou com uma ferida por vários dias.
Com muito esforço disciplina e lealdade conseguimos em pouco tempo dividir o setor e dois, era metade da nossa empreiteira e cada vez mais contratos eram feitos.
Durante o que eu chamo de a batalha do Jimba o Dao foi embora e eu fiquei liderando o seikei sem autorização ou conhecimento da empreiteira.
Foi feito um desafio, Um japonês do mais alto cargo daquele setor me colocou frente a frente com o melhor operador da outra empreiteira, e disse que quem batesse o recorde de produção seria o Líder.
Eram oito maquinas de quatrocentos e cinqüenta toneladas, sendo operadas por dezesseis brasileiros.
Um dia o nosso chefe que se chamava Osawa san, mais conhecido como o Gordo me apresentou um rapaz chamado Wilson Hamano, prestem atencção nesse nome, porque eum nunca imaginava que um dia nossos destinos se encontrariam.
_Ensina ele e no final do dia me diz se o cara é bom ou ruim, se for ruim é você que vai falar que já vai ser dispensado.
Wilson apesar de ser da empreiteira concorrente era um rapaz muito humilde e boa pessoa.
Mais durante o treinamento eu pedi pra que ele desse uma limpada na forma.
Aconteceu um acidente, enquando ele escovava a forma a maquina injetou o magnésio que saiu a 600 graus, pegando na mão do novato em cheio.
Ele foi levado imediatamente para um hospital e ficou com a mãe enfaixada por um bom tempo.
Mais mesmo assim o valente guerreiro não faltou do serviço ou desistiu do perigoso trabalho.
Eu fiz de tudo para que ele firmasse na minha parceria.
Depois de passar muitos anos eu voltei de kawasaki e fui trabalhar na panasonic em Fujisawa, e no primeiro dia fui apresentado pro lider do setor , e pra minha surpresa o lider era ele de nvo Wilson Hamano, o japones disse:
_Esse é o Wilson o nosso professor.
Então com um olhar respeitoso Wilson respondeu:
_Tsukamoto San, estou surpreso, pois ele o Renato foi meu professor a anos atraz na cidade de Gotemba.
Passaram alguns meses e Wilson fio embora pro Brasil e eu assumi a liderança do setor de maquinas da panassonic, onde começou o que eu chamei de a BAtalha de Outubro...
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Quinta-feira, Agosto 02, 2007
Sabado, 25 de outubro de 2006A batalha de outubro.
Quando assumi a liderança do setor de mnaquinas da panasonic em fujisawa, tudo estava perfeito, estava voltando de um periodo difficil, pois Deus tinha me colocado pra pensar por um longo tempo na TKR, em toquio, esse periodo magico que passei na minha vida em kawasaki esta guardado pra sempre no meu blog, foi quando escrevi poison rain, os grandes profetas modernos, estão dizendo que a internet nunca mais vai parar, e isso é a nova era.
Que seja eu estou preparado, eu tinha outros desafios mais interessantes aqui no japão.
Trabalhei um mês sem que ninguem soubesse que ia ser o novo lider.
Wilson me apresentou o seu braço direito o Bruno que seria provavelmente o novo lider.
Mais com a minha chegada houve uma mudança geral nos planos.
Passei uma semana trabalhando com o Bruno e percebi que apesar daquele jeitão maluco dele, eu acreditava que ele tinha um grande caráter.
Ele me dizia tudo que acontecia nos comentarios que rolava nos intervalos, Eu não participava, uma que eu acreditava que o lider tem que ter seu espaço proprio.
para não ficar ouvindo todo tipo de comentário, principalmente os maldosos.
O Bruno me disse certa vez que o comentário era que eu seria o novo lider.
E se mostrou um pouco indignado com a escolha, foi então que eu perguntei pra ele.
Bruno quantos anos você trabalha no Seikei:
_Dois anos.
Então eu respondi com confiança.
_Bruno, esse ano vai fazer nove anos que estou trabalhando com maquinas injetoras, e sete só com injetoras de magnésio, com ajuda de um amigo meu em kawasaki eu decifrei o manual das maquinas.Mostrei pra ele o pequeno livro.
_È o Wilson falou que você ja trabalhou com ele em gotemba.
_Antes disso eu trabalhei com Tanaka Sam, quando eu era moleque.
Coloquei a mão no seu ombro e disse, pra ele.
_Bruno, eu preciso de você.
Venho de uma cansativa jornada.
Fiquei trabalhando os ultimos tres anos em Tokio, fiquei muito isolado por la, mais consegui me encontrar num esperançoso caminho.
Eu fiquei responsavel por uma turma de 16 chineses.
Bruno deve ter pensado naquele olhar distante que fitava o final do maior seikei do Japão, um salão do tamannho de campo de futebol, onde explodiam em tempos alternados dez maquinas, que mais pareciam grandes vagões de trens soltando toda aquela fumaça.
Bruno me olhou e disse, é mais aqui não pensa que vai ser facil.
Então eu disse, Bruno sabe qual é a diferença do brasileiro:
Bruno parou e disse:
_Não.
_Os brasileiros são malicosos, e isso que fode.
E aqui no seikei só tem malandro ou quem não fala nihon-go.
Os caras aprontam e quando não se adaptam em nenhum setor, manda pro seikei.
Então o Seikei era o que eu chamava de curva de rio, só parava tranqueira, olha so´ Deus queria mesmo me testar, porque daquele inferno, eu era o lider.
O papo estava muito bom, mais fomos interrompido quando Wilson e o Gerente do setor vieram ao meu encontro.
_Renato fala pra todo mundo colocar a mascara de segurança, porque aqui preservamos muito a segurança dos nossos funcionarios.
Falou o gerente geral da Panasonic.
Mal ele sabia que a maioria colocava só quando ele passava.
E eu não dormia em casa por isso, por tentar encontrar um meio pra que todos me respeitassem como o Lider.
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Sábado, Julho 28, 2007
(Texto escrito em JULY 04, 2006)Cheguei em casa e anestesiei minha mente com dez por cento de álcool.
Olhando e observando quem você é.
Sentado na minha cadeira, da sacada eu via a lua.
Tentando ali ser eu mesmo. Tentado encontrar uma forma de não me preocupar.
Quando você perceber que estou aqui, já fui.
Gostaria que as coisas não fossem assim.
Queria que tudo ficasse sempre bem.
Cidade de hamamatsu, segunda feira, esta começando o verão.
Saímos pra comprar a sua tão sonhada “rasteirinha”.
Almoçando num aconchegante restaurante japonês comendo uma deliciosa comida italiana, carbonara um dos seus pratos preferido.
Você estava linda.
E eu olhava pra você com o mesmo olhar da primeira vez que te vi, subindo aquelas escadas Em Fujisawa.
O mesmo olhar daquela noite fria no italian tomato, no mês de outubro do ano de 2005.
E você ainda parece tão distante.
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(Texto escrito em, JULY 17, 2006)
Estar aqui e aprender o que não se aprende.
Dizem que já nascemos sabendo, tudo, me amarra.
Odeio esse sentimento, que me faz prender meu sorriso.
Pra qualquer pessoa, por estar perto e magoado.
Não queria ser assim queria ser diferente.
Não queria ter um faro tão apurado.
Eu não preciso falar nada pra ninguém.
Eu mando no olhar.
Malandro de nascença, traiçoeiro por experiência, e boa praça por vivencia.
Não era pra ser assim, perdi minha língua afiada, com respostas a queima roupa pra tudo.
E agora tenho a porra de uma mente, sigilosa, tinhosa, coerente.
Nunca fui mal educado muito menos abusado.
E abusam de mim, porque eu tenho que deixar que uma pessoa abuse de mim?
Por que eu quero porque eu gosto.
No final eu viro pego minha arma e atiro. Bumm !
Bem no meio das costas.
Todo mundo ta certo nesse mundo pode tudo.
Ate querer ser abusado e bum!
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(Texto escrito, JUNE 15, 2006)
Sonhei que um amigo hippie me chamou para ver o por do sol.
Isso sim é o que importa.
Eu ir embora para ver o por do sol.
Onde esta aquela cidade que eu amei?
Onde esta aquela mulher que também me amou?
Um outro lugar.
Um outro por do sol.
Eu levei três anos pra atravessar o mais um Japão.
Mais foi ali que limpei meu coração.
Onde estão meus amigos que pensavam em mim?
A gente só precisava conversar.
Um dia eu te convidei para ver o por do sol.
No grande deserto que um dia amei.
Você sentiu tanta raiva, que você fez chover no deserto.
A onde abita Deus.
Onde a raiva não é permitida.
Você fez chover no meu por do sol.
É como diz a canção.
O que você fez com a beleza que havia em mim?
Ps:
Fuji de casa, almocei no yoshinoya dois dias dormindo na casa do caminhoneiro, agora estou aqui no estacionamento do yoshinoya deitado na vagon R esperando a hora e escrevendo...
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Sexta-feira, Julho 27, 2007
O cartão.A gerra tomava outro rumo.
Era dia 12 de abril de 2006, estava morando em Fujisawa.
Comecei a fazer as malas pra Hamamatsu, me lembrei do Tibbi, do Dao, Juninho e do Nho, todos eles ja tinham voltado pro Brasil, e meus olhos encheram de lagrimas, eu morava em frente a fabrica da Matsushita.
Na minha frente tinha um projetor, o quarto era pequeno mais aconchegante, todos que moravam comigo estavam em Chogo naquela tarde.
Comecei a arrumar as minhas coisas e um cartão de natal caiu no meu pé.
Me lembrei...
Cidade de Kawasaki, dia 24 de dezembro de 2003.
Eram cinco horas da tarde, eu estava sentado na cozinha, onde tinha uma mesa e um computador, aquele note book IBM velho de guerra.
Eu estava com o cabelo pintado de vermelho, engraçado, mais eu não me importava, ninguém nunca me visitava mesmo, já fazia dois anos que estava ali e a única pessoa que apareceu por lá, foi o Tibbi pra saber se eu estava vivo, ele confiava em mim e sabia que eu estava espiritualmente e financeiramente me reciclando.
O Juninho e o Frank também apareceram aqui num feriado de maio, mais nesse dia narrado, era natal, e eu sabia que ninguém me daria Feliz Natal naquele dia.
E o meu programa do dia de natal seria, jogar CS tomando ¨huron hai¨e comendo amendoim, talvez eu desejasse ou recebesse um Feliz Natal de um player on line, mais não me importava, porque eu sabia que aquilo tudo seria passageiro, e foi.
Escutei um barulho na porta, me levantei, abri e vi as pegadas de um homem na neve que se formava, no corredor de entrada do primeiro andar onde eu morava.
Verifiquei a caixa do correio que ficava na porta e vi uma carta.
Entrei no quarto vi o nome da pessoa que tinha me mandado, dei um leve sorriso naquele momento, reparei as figuras, mais não li as mensagens, por um motivo que um dia fui entender.
Olhei pela janela, daquela triste tarde de dezembro, respirei fundo e pensei comigo.
Eu fico meu Deus, ate a hora que for necessária, mais existe um motivo pra tanta solidão?
Morar aqui nesse lugar, distante de todos os brasileiros, trabalhar em Tókio com chineses, e andar na rua com essa multidão, que sequer olha pra frente.
Eles olham pra baixo, e pra eu não ser diferente, eu também estou me transformando.
Eu senti vontade de sair correndo na neve, gritando e chamando, e fugindo, mais seria em vão porque eu morreria de canseira e de frio, o mundo tinha me levado longe de mais pra querer voltar assim, no desespero e sem um sinal de Deus.
Fechei a cortina do quarto, joguei o cartão numa gaveta, e fiquei perto do aquecedor, e em poucos minutos eu estava de joelhos, rezando.
O inverno passou, o gelo derreteu e outras estações passaram, recebi num importante dia o tão esperado sinal, me mudei pra Fujisawa onde morei por mais de um ano, e quando estava morando em Fujisawa, pouco a pouco vi meus amigos indo embora pro Brasil, inclusive meu irmão o Nho.
E agora lá estava eu, o ultimo a partir pro Brasil, e o primeiro a fazer as malar pra Hamamatsu.
Sentei-me sobre o gaveteiro e vendo aquele cartão de natal comecei a ler, e entender, o motivo por não ter lido na época.
Um simples e belo cartão, com uma foto de uma praia pintada à mão, e nele estava escrito, uma parábola, que eu não decorei, mais me lembro um pouco da historia que fez naquele momento começou a passar um filme da minha própria vida.
O cartão dizia assim.
Pegadas na Areia
Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor, e através
Do Céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que se passava percebi que eram deixados
Dois pares de pegadas na areia;
Um era o meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós,
Olhei para traz, e notei que muitas
vezes no caminho da minha vida havia apenas
um par de pegadas na areia.
Notei, também, que isso aconteceu nos momentos mais
Difíceis e solitários do meu viver, e isso
Aborreceu-me deveras, e perguntei:
" Senhor, Tu que dissestes que, quando eu resolver, Te
seguir, Tu andarias sempre comigo, todo o caminho, mas
notei que nos momentos mais distantes do meu
viver, havia apenas, um par de pegadas.
Não compreendo por que nas horas que eu mais
Necessitava de Ti, Tu me deixastes. “
Então o Senhor me respondeu:
" Meu filho, Eu te amo e jamais
te deixaria nas horas da tua prova,
e do teu sofrimento. Quando viste na areia,
apenas, um par de pegadas, foram nesses momentos, que Eu em meus braços,te carreguei.
(Nato tenha um feliz natal...Tia Angelina e familia)
Dia 25de Dezembro de 2006.
Já passava das duas da manha, e a festa continuava movimentada e alegre, era uma chácara, fui até o quarto onde meu pai já estava deitado.
_Que foi moleque?
Olhei pela janela e vi a lua.
_To com saudade da minha namorada pai.
Ele não respondeu.
Voltei pra festa, eu estava mais perdido que cachorro em dia de mudança, afinal depois de tantos anos morando em outro país, parecia que eu carregava uma espada e um escudo.
O cartão estava no meu bolso e quando eu tive a oportunidade, o tão esperado momento chegou.
Sentei com minha tia na mureta no fundo da casa e disse:
_Tia...(não saiu a voz, meus olhos encheram de lagrimas, entreguei o cartão)
Respirei fundo.
_Você me mandou esse cartão...foram dias di... ficeis, eu fiquei triste tia, como diz na parábola, Deus me carregou
(Fiquei em silencio mais um tempo)
_Você é muito especial meu filho.
O que eu queria era contar pra ela, por onde andei e o que passei, mais não consegui.
Senti um nó na minha garganta, e meus olhos pareciam duas bolas de água, era uma festa e eu não podia chorar.
_Tia...
_Não precisa falar, (risos)
_Eeh Natão.
_Eu fiquei pensando aqui naquela época, meu filho...
_Onde será que o Nato ta?
E antes de começar a ceia a gente rezava pra família e eu dizia:
_Agora minha gente:
_Vamu reza pro Nato que ta laaaa no Japão.
_E todo mundo celebrava a noite natalina, emanando o calor da fé, e te aquecendo no lugar mais frio que você estivesse, pedimos pra que Deus te levantasse a cabeça, nem que você estivesse no fim do mundo, mais noois pidia, Traiz nosso fi de vorta!!!
Dei um gole do vinho engoli junto o nol da garganta, me levantei dei um sorriso pra ela, aquele que ela também sempre se lembrará, olhei pro iluminado céu de estrelas do interior paulista, e fui respirar a paz do verão e terminei aquela noite correndo atraz duma bola com os moleques no campo, junto com minha família.
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Domingo, Junho 17, 2007
Segunda feira, 20 de abril de 2005A cidade de fujisawa é uma cidade muito bonita como todas aqui no japão, e a rotina que começava em minha nova vida aqui é de acompanhar esse pequeno rio que desce até perto da fabrica da Panasonic onde eu atualmente estou trabalhando, entrei numa casa de lamen e pedi uma cremosa caneca de nama biru, depois de acompanhamento veio um missô lamen e uma bandejinha com cinco guiza, enquanto comia e degustava aquele chopp eu ficava me lembrando de tudo que passou la me kawasaki, era uma sexta feira e me lembrei que o meu antigo apartamento que morei nos ultimos tres anos ainda estava vasio.
Agradeci a cosinheira e sai do pequeno restaurante, sai um pouco tonto por efeito do chopp e enquanto pegava meu celular com a mão direita levantei a curtinnha vermelha que enveita todas essas casas tradicionais de lamem aqui no Japão.
Ja era nove e trinta da noite, não contive a saudade.
A noite estava fria mais a lua nunca esteve tão bonita, ela não anunciava o fim de nada, apenas o que eu posso chamar de um novo começo, me sentei do lado do pequeno rio e me lembrei do grande Tamagawa.
Talves alguns homens que vivessem o que eu vivi naqueles ultimos tres anos na cidade de Kawasaki nunca mais olhariam pra traz, mais eu não, eu respiro e inspiro a arte de adimirar tudo que esta presente em meus sentimentos.
Acordei cedo peguei meu MP3 e pedalei com toda calma até a estação de Fuijisawa, o trem estava um pouco lotado e viagei em pé por quase uma hora até chegar na cidade de Kawasaki, desci a plataforma cinco e me senti em casa, era manhã de final de primavera estava um pouco frio o trem que me levaria pro bairro de Hirama chegou em ponto como sempre, Hirama é o nome do bairro onde ficava o apartamento onde morei
e a chave ainda estava comigo.
No trem sempre calado e de olhar baixo como a maioria dos japoneses eu segui em frente, sabendo que o aluguél esta pago até o fim do mês me senti no direito de estar nesse local.
Cada passo que eu dava uma cena vinha em minha cabeça, e me lembrei do dia que chegamos aqui.
Foi no final do ano de 2002 mais precisamento no mes de outubro, eu e meu irmão chegamos aqui.
Me lembro que naquela ocasião eu escolhi um quarto e ele ficou com o de janela grande, com toda minha experiência de Japão e sono leve preferi o quarto mais escuro ja me precavendo das tarde que teria que dormir por causa do Yakin.
Nós tinhamos vinte mil yenes, que acabou rapidamente, no meu quarto tinha um edredon que eu usava de colchão, e mais um pra me cobrir, no canto direito do guarda roupa minhas malas e alguns livros.
Ensinei meu irmão a fazer arroz na panela elétrica e logo em seguida ele foi se deitar no chão duro e frio, era o começo de tudo, não tinhamos televisão e isso não me preocupava pro saber que nos lixões das esquinas um dia eu encontraria alguma pra gente, naquela tarde o que me preocupava era a fome, não tinhamos tapetes, então me deitei no tatami cru.
Comecei a pensar nas pessoas que eu ja tinha ajudado de varias formas e me lembrei do meu amigo Dao, olhei na minha agenda ja amarelada e toda rabisca e encontrei o numero de telefone dele, de cabelo molhado ainda por causa do banho que acabara de tomar, peguei minha jaqueta e avisei meu irmão que ia sair.
Andei uns duzentos metros e encontrei um orelhão.
No outro dia na parte da tarde mais cinquenta mil yenes ja estava na minha conta, me lembro que comprei muitos lamens instantaneos o que nos salvou naquele mês.
Agora no presente eu estava ali parado e olhando o apartamento, a porta do lado se abriu e saiu o visinho que me comprimentou com um simpatico boa tarde, eu apenas sorri e peguei a chave que estava no meu bolso enquanto caminhava lentamete até a porta eu apenas sentia saudades.
Quando entrei eu vi tudo vasio me ajoelhei encostei minha testa no tatame cru e comecei a orar, me lembrei das manhãs frias, do meu abrigo prateado edo alongamento que fazia toda manha antes de correr em volta do grnde tamagawa, me lebrei de quando chegou o dia do meu irmão partir, das noites que passei jogando cs e tomando uronhay,do corvo, das poucas visitas que recebi ao longo daqueles ultimos tres anos, de todos o livros que li e da promessa que fiz pra minha lind chinesinha de um dia me encontrar em beijing e principalmete agradeci por nunca ter perdido a esperança, porque agora eu entendo que a esperança tranformou toda aquela solidão em sossego.
A energia estava cortada, e por isso depois de dormir um pouco acordei e vi que ja era final de tarde, se aquele apartamente tivesse um espirito ele na sabia que aquela era a minha ultima vez que ele me viu deitado ali.
Peguei minha mochila e meu MP3 que estava no chão e fui saindo devagar, olhei as janelas sem cortina que ja estavam cinzentas por causa do sol que estava se pondo devagar, coloquei meu sapato e meus olhos encheram de lagrimas, respirei fundo e sorri, agradecendo todos os momentos que a solitaria vida de um verdadeiro dekassegui poderia viver, tudo era magia e tudo ficou la mais nunca perdido, pois se não for minha mente levar tudo a diante, alguem que ja sentiu tudo isso ou vai sentir, um dia vai ler meu blog, onde eu um jovem que chegou aqui a tres anos atras com apenas malas e um irmão triste por estar pisando longe de casa pela primeira vez, estava indo embora, com as dividas pagas e algum dinheiro na mala pra investir no futuro
E se por acaso algum ladrão de dekassegui ler isso, saiba como foi dificil a minha vida, e o que eu peço é uma coisa...
_Deixa o menino passar,
Voce consegue levar o dinheiro, mais se me deixar vivo o que voce não vai conseguir levar é a esperança, porque essa esta no meu sangue, no mesmo sangue que correu no meu avo minoru Tsuji a oitenta anos atras, no século passado, quando ele pisou no porto de santos e com o olhar distante ele atravessou o mar, tentando ver o que eu vejo agora,.e sentindo a tristesa de partir os passos dele são os meus agora, com uma força divina ele sabia que por mais que ninguem imaginava quem ele era, eu sei que de certa forma ele fez tudo aquilo por mim tambem, e eu pro meu futuro, onde se alguem lembrar de mim ou dos meus dias, tabém sabera como foram os dias de nós que chegamos aqui em buscas de sonhos, eu que cheguei no ano de 1995 não existia internet e as ligaçoes pro Brasil custavam dez mil yenes pra se falar trinta minutos, fomos um dos primeiros, e o tempo sempre amara todos nos, que chegamos no porto de santos e todos nos que estamos aqui, sem saber mais acreditando em Deus, e se minha vida resumir em palavras, eu quero que Deus seja o ultimo a ler isso, pra que ele sinta e fique feliz por saber que eu sempre pensei Nele, e com isso eu me engrandeci, que acreditando Nele eu vi a tarde cinzenta do por do sol do tamagawa se transformar em paisagem, e quando Ele desenhava no céu com raios amarelos e laranjas, eu estava la, sentadp e sorrindo pra Ele, e dizia toda vez que Ele caprixava em cada por do sol. cada vez mais, sempre lindos, a grama verde dos campos de beisebol eram o palco perfeito pra mim, tão distante e solitario, eu orava e muitas vezes eu chorei, sem minha familia imaginar que eue stava ali vendo tudo aquilo, toda tarde todo mes, e todos os anos que estive ali, naquela linda vida onde eu corria e dançava sem medo e sem vergonha, a musica da esperança do MP3, do Raul do U2 e tudo mais o que for sempre sera
Pra sempre serão ouvidas em meus sonhos, em minha vida.
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Sábado, Junho 09, 2007
POISON O RETORNO !dOmINGO dANI NO fOGAO FAZENDO cOMIDA!
naTO LAvANdO LOUcA!
E eU ReAtIVANDO O pOIsON rAIN, PArA MeU IrMAO !!!!!!!
POISON REATIVADO !!!!!!!!
10/06/2007
BY uNa.
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Quarta-feira, Maio 25, 2005
Sexta feira 27 de maio de 2005O começo do fim.
Eram 4:00 pm, meus momentos de alegria e tristeza na cidade de Kawasaki estavam chegando ao fim.
O motivo, o de sempre, mais uma fabrica que estava fechando as portas, falência.
Na verdade por mais que me sentia realizado por tudo que passei aqui, ainda faltava alguma coisa, então eu só pensava no meu amigo Tibbi, a gente vinha planejando por dois anos voltar pro Brasil juntos e realizar o tão planejado sonho, o de voltar e fazer a nossa viagem de moto, já tinha comprado capacete, roupas e traçado nossa rota.
Então resolvi ligar pro meu patrão.
_Alo, Udie, a fabrica aqui faliu e o que faço agora!
_Eu te avisei, pega suas coisas e vem pra cá, Tenho planos pra você.
E lá fui eu, Renato Tuzi, algumas malas, muita saudade e um bom currículo, elogiado por alguns japoneses.
Minha função aqui era operador de maquinas injetoras de magnésio, mal eu sabia que essa experiência de operador seria elogiada nas duas próximas fabricas que entrei.
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Dia 5 de abril de 2005.
Minha apresentação.
A fabrica que eu estava agora, era na cidade de Fujisawa, a Panasonic.
_Conheço você!
Disse um homem.
_Você é o Renato Tuzi, eu sou o responsável geral.
Bom pelo menos não precisei me apresentar.
_Seu antigo chefe falava muito de você, ele dizia que você trabalha muito bem, é esforçado e que conhece muito de maquinas, e também disse que você sempre arrumava um jeito de dar uma escapadinha com a chinesinha! (risos)
_Seja bem vindo, e se esforce.
Udie logo foi se entro metendo na conversa.
_Esse cara patrão sabe desmontar e montar essas maquinas todas.
Eu olhei pra ele admirado e com olhar disse para não se exaltar tanto.
O meu instinto dizia, que esse tipo de conversa traria problemas com as pessoas de ma fé que trabalhavam naquele setor, e trouxe.
Acredito que exerci muito bem a minha função de líder daquele setor, apesar do cansaço havia muito pra se aprender, e aquilo tudo foi uma escola pra mim.
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Quatro meses sem internet!!!
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Terça-feira, Março 15, 2005
Avistei logo abaixo o grande rio, e como faço todos os dias agradeci por ele estar ali, dando um visual de muita paz, contornando e dividindo essa grande metropole que e Tokio e Kawasaki.
Parei com minha bicicleta no final da ponte, e na parte alta da barreira entre a avenida e o espaço respeitado para o grande rio, não consegui ver totalmete os grande predios da cidade de Kawasaki, coisa que faço todos os dias, por ser assim essa noite era diferente.
Parado e tomando folego, com muita saudade no coração, fiquei um tempo ali.
Adoro as noites de lua, mais estava gostando de ver aquela densa neblina que pairava no ar.
essa semana fui surpreendido pela noticia que a fabrica onde trabalho esta falindo, e que so vai trabalhar ate o mes de maio, mais ja estão mandando todos embora, inclusive eu, vou trabalhar so esse mes.
fiquei com pena dos companheiros de serviço, porque em mim a sensação que sinto agora é a mesma de adimirar a lua e estar gostando dessa neblina, quando recebi a noticia de que trabalharia aqui somente esse mes, senti a emoção de voltar pra casa.
A sensação que sinto e de dever cumprido, trabalhei honestamente noite apos noite, nos dias de chuva quando ia para o trabalho com aquela agua gelada da chuva escorrendo sobre meu rosto, levando comigo um leve sorrizo nos labios por saber que tinha forças pra plantar o amanha.
Nos dias de neve nem o gelo que acumulava nas minhas costas me esfriavam a ponto de reclamar pela dificuldade que passava.
Parados nos farois, dentro de carros aquecidos as pessoas me viam passar, ouvindo musica e cantando.
Aposto que eles se perguntavam:
Qual era a graça?
A graça é a verdade, eu ja tive um carro, varios carros, hoje estou aqui, mais nunca tive tanta esperança pelos dias que virão.
Tenho saúde, tenho a vida e posso enchergar o caminho que percorro, eu é tudo pra mim ter a felicidade de ter Deus me guiando.
Eu me lembro no dia em que estava sentado no campo aberto que mergeia esse rio, contemplando a imensa beleza que é o por do sol aqui no oriente.
Quando derrepente uma grande revoada de passaros passaram a centimetros da minha cabeça, eram tantos que chegou a formar uma enorme sombra sobre o campo, todos estavam indo sentido o sol, eu me levantei abri meus braços enquando os passaros desviavam de mim continuando seu caminho, dei um imensa gargalhada e fiquei adimirando aquilo tudo.
Para os descrentes isso pode ser bobeira, mais não pra mim.
Foi uma benção de momento.
Mais agora estou aqui sentado e vendo essa neblina da noite.
Não sei se é hora de voltar pra casa, ou se me apego em outro desafio, vou seguir em frente e se tiver outro desafio, é Deus que me guia e é como dizem, se Ele nos coloca em um desafio é por que Ele sabe que somos capazes.
Do meu lado direito a avenida numero um como é chamada, ela é como uma veia arteria que entra e sai na cidade de Tokio, do meu lado esquerdo um pouco adiante o aeroporto internacional de Haneda, onde os aviões vão e vem de toda parte do mundo, na minha frente depois do grande rio, vejo os predios de Kawasaki, com suas torres piscando no alto, pouco se consegue ver essa noite.
_Cinèficos que vista!
Mais agora ao saber da falencia da fabrica, não para de tocar um musica na minha cabeça.
Meu cachorro me sorriu latindo.
Minhas malas coloquei no chão.
Eu voltei."
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Quarta-feira, Janeiro 19, 2005
O que preciso agora é de uma lavagem cerebral, coisas do ano passado que não quero lembrar, um leve sorriso nos lábios pra lembrar das coisas que acertei e uma boca franzida de lado pras coisas que errei, quantas pessoas lembraram de mim no ano passado.
Pela agenda do meu antigo telefone celular, eu vejo que tinha mais de cem amigos, mais menos de dez ligaram pra mim, e menos de cinco vieram me visitar, e como já disse não sei quem:
_"Quer saber a quantidade de amigos que você tem, de uma festa, mais se você quer saber a qualidade de amigos que você tem, fique doente."
Apesar de trabalhando muito inclusive nos sábados a noite deu pra curtir, na verdade curtir balada toda noite acaba perdendo um pouco a graça.
Deus me deixou aqui pensando, perdi alguns quilos, mais ganhei experiência de vida.
Perdi meu avo amigo, mais ganhei um anjo no céu.
Conheci um novo amor, mais o perdi também.(se alguém souber como faz pra segurar alguém, me diga como)
Mais infelizmente quando um não quer dois não amam, mais esta tudo bem que me sirva de experiência de vida.
Também besta fui eu querer namorar uma chinesa cuja a cultura romântica, e tudo mais e passada de mãe pra filha por mais de três mil anos, logo eu que me achava ter uma certa experiência sobre as mulheres, agora ando com um sinal de interrogação no meio do peito.
O meu país pode ser rico por natureza, mais pobre em cultura comparado com a tradição cultural chinesa, nossos quinhentos anos de colonização, o Brasil esta "gatinhando" ainda, o Brasil de B de bebe, e eu e meus vinte e poucos anos nesse momento não serviram pra nada.
Se fosse pensar em alguém, o único que poderia me ensinar alguma coisa, seria meu avo amigo, ele japonês nato com sotaque e tudo mais, o Japão e sua respeitosa cultura milenar não puderam fazer nada por mim, pois o único conselho que ele me dava era, " você tem que ganhar dinheiro e casar" talvez ele estava certo, não precisei falar de amor com ele, seria impossível esse tipo de assunto porque ele era do tipo general da família, do tipo de pessoa que diz que homem não chora.
Mais um dia fiquei surpreso, quando um dia recebemos a noticia que minha queria Avó (faleceu naquele mesmo ano) estava com cancêr, ela estava internada no hospital e todos da família estavam reunidos na sala da casa do meu avô, notei sua ausência e sai pra fora da casa, e vi ele agachado no fundo daquele enorme quintal, entre cenouras, tomates e pés de alfaces verificando a horta.
Cheguei do seu lado e coloquei a mão sobre seu ombro, pra não incomodar ele, fiz que não vi que ele estava chorando.
Ele me perguntou se realmente eu ia sair do país naquele ano, eu disse que sim, e pra respeitar aquele momento que ele estava passando sai de perto dele, mais ele disse:
_Ela vai morrer!
_O que o senhor disse?
_Eles não querem me falar mais eu sei.
Tentei falar alguma coisa mais o que diante de uma verdade e diante de um homem de oitenta anos de idade, lúcido e experiente.
Dei alguns passos e me sentei a alguns metros dele, e fiquei ali pensando, como se eu fosse o melhor amigo dele, que não comenta nada, alguma coisa me dizia pra ficar ali sentado, sem dizer nada, e eu fiquei.
Tem certos momentos na nossa vida que a gente não sabe como agir, mais eu sabia que naquele momento o meu melhor amigo seria o silencio.
Assim se foi aquele ano, assim se foi minha avó e agora se foi meu avô, assim se vai tudo, assim se vai essa noite, tudo, tudo mesmo, tudo é momento e tudo tem sua magia.
Mesmo hoje entre contas pra pagar, surpresas, e tudo que envolve o meu cotidiano.
"Parece magia, e é tudo tão normal"
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Quinta-feira, Novembro 18, 2004

Talvez fosse mais interessante receber elogios quando criança, soldados deveriam receber elogios antes de sair pra guerra, porque quando voltarem já se tornaram pessoas frias de mais.
Realmente o silencio é o melhor amigo do homem, mais não o meu silêncio, um silêncio imposto.
Eu me queixo por não ter com quem falar português diariamente.
Encontrei no jornal um anuncio de uma escola de inglês na qual a professora é uma brasileira, a escola fica aqui no bairro onde trabalho, em Kamata Tókio, já estou freqüentando o curso, são duas horas semanais, por um preço diria um pouco salgado.
Confesso que me sinto um estrangeiro ilhado aqui nesse pais, fiquei surpreso ao saber que ela mora com sua família no prédio de frente do lugar onde trabalho, após dois anos trabalhando aqui, e pensando que fosse o único brasileiro que mora aqui nessa região.
A professora e sua família sempre estiveram aqui, embora eu nunca tenha visto.
Estou fazendo o curso por ser pra mim uma oportunidade talvez única, mais por ironia do destino talvez, a única brasileira que agora tenho contato, passamos duas horas semanais falando uma língua que não é a nossa.
Aqui onde trabalho so tem eu de brasileiro, o resto são chineses e japoneses.
Eu almoço ou as vezes janto junto com os chineses.
Enquanto eles comem e falam ao mesmo tempo exibindo a comida entre os dentes e a língua, eu vou sempre comendo calado, calado pra terminar logo e me deitar no banco do refeitório, e dormir em silencio.
Enquanto durmo, os chineses conversam, não, eles não conversam, fazem algazarra.
E essa algazarra hoje faz parte do meu silencio.
Os chineses não tem muita noção sobre educação e as vezes higiene, bom minha critica para por aqui, pois não quero cuspir no prato que já comi.
Afinal somos humanos, somos felizes, pacientes, somos porcos, valentes, esperançosos e somos solitários.
Sabemos de tudo e assim mesmo erramos tanto.
Fiz uma pesquisa pessoal aqui onde trabalho perguntei pra doze japoneses e quinze chineses.
E cheguei a uma concluzão,somente eu acredito em Deus, então perguntei se pelo menos acreditavam na vida após a morte, e a resposta foi:
_Morreu acaba tudo, depois não tem mais nada alem.
No meu colar tem um crucifixo, que pra eles é motivo de piadas.
Isso so me faz amadurecer, apesar de eu ter mudado tando, eu sempre acredito em Deus, mesmo convivendo com pessoas que somente acreditam na sorte e no azar, na riqueza e na pobreza.
Volte pra casa meu filho, era a voz da minha mãe, e essa voz não sai da minha cabeça.
No momento que estava mais apaixonado, uma pessoa me disse:
_sorry, and good bye!
Eu disse pra minha mãe que certos sentimentos nos pegam no momento que menos precisamos deles, tristeza, decepção, solidão.
Volte pra pra casa.
Talvez eu não tenha escolha.
Talvez isso seja um estilo de vida, e tem coisas que acontecem naturalmente, como eu chegar em casa e ficar falando sozinho.
Quando falo sozinho eu me sinto bem comigo mesmo, ao contrario de tempos atraz quando ela me disse adeus.
Me guardei num grande silêncio, e meu silêncio me torturava.
Se pra muitos falar sozinho é sintoma de loucura, pra mim falar sozinho é a única maneira de não ficar louco.
Um dos poucos elogios que recebi na vida, me disseram que eu era uma pessoa otimista.
E agora eu vejo esse otimismo crescendo no meu peito, dia a dia.
Junto com um dos sentimentos mais bonitos da vida, a esperança, que só não é mais bela que a alegria.
O amor seria com certeza o mais belo, se não causasse tanta dor. (se fosse eterno)
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Quarta-feira, Outubro 20, 2004
Daqui de Tókio saiu eu e o Ricardo, la em hamamatsu estava o Tibi nos esperando, o combinado era ele pegar o carro da mãe dele emprestado pra gente ir pro tal lual.
Eu e o Ricardo fomos de trem bala, conforto e alta velocidade, um trem que mais parece um avião, fizemos a viagem em uma hora, se fosse de trem normal levaríamos de três a quatro horas, liguei pro meu primo Rodrigo, ele disse que também queria ir com a gente, então eu disse a ele pra esperar a gente na estação de hamamatsu.
Nove horas da noite chegamos na estação de hama, enquanto conversava com o Ricardo a gente procurava o meu primo, foi ai que eu disse :
_Ou e foda, aqui em Hama tem muito brasileiro envolvido com roubos e drogas.
Foi quando eu avistei uma galera, todos vestidos rapers.
_Olha la, tudo brasileiro, deve ser gang.
O Ricardo so observou.
Daí eu falei:
_Ou, ò meu primo.
Queimei a língua, era tudo amigo do meu primo, e ele tava junto com a galera.
Nos cumprimentamos e saímos pra fora, pois do lado de fora estava o Tibi nos esperando.
Fomos em quatro no mini carro da mãe do Tibi.
Foi uma noite legal, revi muitos amigos, bebi varias cervejas, a festa foi numa praia com banda ao vivo e Djs brasileiros.
Uma noite normal, se a gente não tivesse morrido, ou nascido de novo.
Se a gente tivesse morrido, esse texto não estaria aqui, mais o mundo continuaria girando.
Então porque nascemos de novo?
Há quem veja um pequenos acidente como um aviso, se a conseqüência não for muito grave, eu vejo como uma sorte, tivemos sorte.
A festa terminou as cinco da manha, já tinha clareado o dia, eu estava embriagado, e fui dormir no carro, foi quando chegaram os três, o Ricardo o Rodrigo e o Tibi, que estava mais embriagado do que eu, mais ele ia dirigir, fomos um dos primeiros a sair da festa, na nossa frente tinha um carro parado, eu vi o carro, mais o Tibi não, enquanto ele ajeitava o cinto de segurança com o carro em movimento ele não viu o carro parado na nossa frente.
Eu falei:
_Vai bater, vai bater.
POOOOu!!
Bateu.
Pra nossa sorte.
Foi muito rápido eu ia abrir a porta do carro mais tive que esperar um pouco pois do nosso lado passava um carro vermelho.
Eu so fui descobrir que aquele foi um dia de sorte, e que Deus olhou por nós, depois de algumas semanas quando eu e o Tibi estávamos num barzinho aqui perto de casa tomando alguns chopps.
Pois foi nesse dia que recapitulamos toda estória.
Depois da batida a primeira coisa que o Tibi fez foi ligar pro pai dele.
No mesmo momento nosso amigo Regis que estava em outro carro e que estava indo embora nos ofereceu ajuda, mais dispensamos, pois estava tudo bem, foi so uma batida de leve que so amassou o pára-choque do carro.
Quando o o pai do Tibi chegou, eu fiquei cabrero, pois eu sei que o velho Mauro é uma fera, ainda mais que ele tinha recusado emprestar o carro dele e acabou emprestando da mulher dele, a mão do Tibi.
O estranho foi que o velho Mauro, chegou manso, todo preocupado com a gente, e não se importando com o carro.
_O carro a gente arruma, o importante e que vocês estão bem.
E continuou:
_Quando eu e tua mãe vinha pra ca logo ali na rodovia, vi um carro capotado, e parece que morreu todo mundo, mais acho que foi japonês, não deve ter sido brasileiro.
Na segunda feira o O tibi encontrou o Regis que disse:
_Cara, e ai deu tudo certo?
_Fiquei preocupado, mais o pior foi depois que me despedi de vocês, eu peguei a rodovia, e vi um acidente que acho que tinha acabado de acontecer, era um carro vermelho e um outro branco, o carro vermelho ainda tinha gente gritando la dentro, e o carro branco saiu um japonês com celular na mão, acho que ele estava pedindo ajuda.
No jornal do dia seguinte veio a noticia verdadeira, o japonês estava na contra mão e em alta velocidade e bateu de frente com o carro vermelho, que estava quatro brasileiros, inclusive uma das vitimas tinha acabado de chegar no Japão pra trabalhar, morreram os quatros.
Quando eu e o Tibi estávamos tomando chopp no bar, chegamos a conclusão que veio junto com um arrepio.
Talvez era pra gente ter morrido naquele dia, pois se no momento que batemos o carro, alguns quilômetros dali vinha o japonês na contra mão em alta velocidade, alguns minuto após termos batido o carro, passou o carro vermelho pela gente, em seguida o Regis que nos ofereceu ajuda, e quando foi embora viu o acidente do carro vermelho que tinha acabado de acontecer, logo depois veio o pai do Tibi.
Foi da daí que entendemos porque o pai dele não ficou bravo com ele.
Pois ele viu o acidente do carro vermelho, e deve ter sentido alguma coisa, talvez o alivio de não ter sido a gente.
So tenho duas certezas, uma e que naquele dia a morte veio buscar quatro pessoas, e levou.
Que Deus os tenha na paz.
E a outra certeza, é que alguém reza por mim.
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Domingo, Setembro 26, 2004
Do mais somente Deus e quem sabe, durante a vida podemos esperar por opções melhores que escolher ou esperar, quem sabe, conservar as pessoas, pessoas que a vida lhe trará.
Mais não misture e saiba entender que conservar ou estimar alguma pessoa querida não é controlar, pois cada pessoa tem seu próprio caminho e cabe a cada um escolher o que será melhor pra si, é importante respeitar isso.
Pois nos bons e inesquecíveis momentos, essas pessoas estiveram com você, e outras vezes não.
Descubra quem você é.
E quando você descobrir (acho que você vai se perguntar a vida inteira) conte pra você mesmo, vale a pena, nem que seja todo dia um pouquinho de auto análise.
Pois nisso haverá duas recompensa.
Você descobrira seus maus feitos e defeitos, e se auto corrigindo sentira mais amor por você, e conseqüentemente sentira mais amor pelo próximo.
E com isso não mais perdera tempo corrigindo a vida dos outros.
Eu guardo comigo um grande álbum de fotografias e nele tem duas coisas bonitas, uma, é o registro de pessoas que naquele momento estavam felizes (mesmo que não sabiam), e a outra e uma grande parte de paginas vazias para serem preenchidas.
Acredito que ele me ajudara a lembrar um dia de quem um dia eu "sou" ou fui.
A beleza de um momento que me faz sorrir em qualquer momento, ou em qualquer lugar que a vida me mostrar.
Hoje estou em Tókio, mais seria o mesmo sorriso se estivesse em Paris ou em Istambul.
Não despreze as fotografias, não faça delas o mesmo que você faz com o por do sol.
Pois por mais que elas sejam iguais, o que vale é o sorriso do momento.
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Quinta-feira, Setembro 02, 2004
Falando de medo e dor.
Calmamente eu vejo o céu da manha ficando escuro.
Deus vai chorar por um anjo, que fugiu e se esconde em minha cabeça.
Sem a dor e o medo o que vou sentir com você.
Você esta sozinho e não vai conseguir me entender, mais e o medo que você
sente.
Eu sou um anjo que assopra palavras e passa as informações.
Tudo que você sonha ficou pra traz, e e´isso que eu vejo.
É como você estivesse num mar sozinho comigo na escuridão dessa tempestade.
Suas mãos estão distantes.
Tudo bem, só vim mostrar os seus medos.
Me ouve estou na sua cabeça.
E se existe saída você não consegue ver.
Nuvens negras, chegam rapidamente não estou mentindo você mesmo esta vendo.
Tudo que você pensou não e do jeito que acontece.
Mais eu sou o anjo triste e estou sentado aqui com você.
Fique aqui no chão e se conforme que o sonho acabou.
Dentro da sua cabeça você não pode fugir.
Sua casa.
Fique pra baixo e sinta a dor.
Volta seus medos, será bom pra você.
Não procure estradas diferentes.
A dor e a que você sente agora, e te trouxe junto com nuvens escuras, você esta sozinho e junto com seus medos.
Você não entende mais estou aqui com você.
Quando eu era um anjo criança, me chamavam de kf, eu também tive medo.
Eu queria voar pra bem longe.
Mais agora eu estou aqui moldando sua cabeça e mostrando seus medos.
Agora vou te deixar sozinho você precisa ficar mais sozinho.
Um dia você fugira em cavalos selvagens, rumo a escuridão da tempestade, cruzara vales escuros, montanhas, natureza morta, e finalmente chegara no deserto.
Você sempre soube que nesse deserto Ele estará esperando por você.
Não conseguira falar de seus medos, não conseguira falar de seus medos com Ele, porque ate chegar lá, você já terá enfrentado todos eles, todos seus medos.
Enfrentara seus medos.
E eu sei que o que fará você enfrentar a escuridão.
Você não tem nada a perder, somente o medo da tempestade.

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Terça-feira, Agosto 31, 2004
obrigada pela sugestão.
já estamos com nosso oitavo disco praticamente pronto,
todas as composições são inéditas, até este momento.
conheço pouco a obra do raul, mas se tiver a chance,
ouvirei a música.
um beijo,
Fernanda

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Sexta-feira, Agosto 20, 2004
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Quinta-feira, Agosto 05, 2004
A vida é uma guerra rápida.
Meu nome é Renato ou Nato Tuzi, um tiro no escuro uma bala perdida.
Amigos fazem parte de uma bela canção.
Em tempos inocentes estava sentado no colo de meu pai, havia crianças brincando e correndo em volta, uma criança caiu e começou a chorar, eu sentado ali não conseguia entender aquela dor, pois estava seguro e protegido.
O que acontece é que as crianças crescem e sempre aprendem a mentir, sempre, ate pra si mesmas.
Os inimigos estão em toda parte.
Mais se mentirmos pra nos mesmos sempre seremos vencedores.
Já pra vida, pra Deus não conseguimos mentir.
Se realmente Ele sabe ate quando um fio de cabelo se move na sua cabeça, seria impossível mudar o rumo da historia, as coisas acontecem porque tem que acontecer.
Mentir pra nos mesmos pode ser uma forma de aliviar a dor.
Mais mentir pra vida seria como se nadássemos contra a correnteza de um grande rio.
Acredito que já não exista um colo protetor pra mim, então apenas deixo me levar por esse rio.
É porque me sinto que lutei a vida inteira com um inimigo que agora tem nome, "correnteza".
Quem me deu colo, agora esta sentado numa pedra, não entende minha dor, e me vê passar, apenas cruzamos nossos olhares, sem palavras, ele me vê sumir, no horizonte, do grande rio...

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Quinta-feira, Julho 22, 2004
O que era pra ser oito dias de férias, vai se transformar em três dias, mais quer saber, que seja um dia.
Me lembrei que sou um dekassegui, daqueles que vem somente buscar dinheiro, ta certo que estou ganhando muita experiência de vida.
Já vai completar dois anos que estou aqui.
Ganhei um pouco de dinheiro mais perdi muitos quilos, ganhei saudade e perdi o medo, comendo poeira, sentindo frio e agora muito calor, perdi uma pessoa querida e agora ganhei esperança.
Esperança de que?
Não sei, apenas transformo tudo que e real em um vídeo clipe, poderia ser uma foto, mais fotos são muitos simples.
Fotos são legais quando a gente derrama um toque de poesia, ai sim uma foto vira uma vida, estampada num pedaço de papel.
Em cima da minha mesa tem uma foto, e nessa foto estou sentado na neve e sorrindo, sorrindo pras pessoas que um dia estarão vendo.
Nem que seja eu mesmo, essa foto foi um tempo, e todas as pessoas desse tempo foram embora, dizem que a dor é de quem fica.
Um dia, num futuro próximo, eu também vou embora, e deixarei aqui essa mesa e essa cadeira.
Da janela entrara a claridade do sol, o triste sol do inverno.
Pobre cadeira, pobre mesa.
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Quinta-feira, Julho 08, 2004
_Hoje não vou julgar ninguém!
Essa frase já foi útil ao meu ponto de vista.
Estávamos trabalhando, e já irritados com o calor insuportável, e pra piorar não conseguimos fazer uma peça boa, nenhuma, o líder do nosso turno já estava irritado, por que era eu e ele na maquina, vendo a irritação dele jogando as coisas no chão e reclamando em voz baixa, quase perdi a paciência com ele, achando que ele estava achando que eu era o culpado, comecei a somar pensamentos negativos a ponto de estourar com ele.
De repente a frase veio na minha cabeça!!
Hoje não vou julgar ninguém!
Pensei comigo mesmo.
Você ta julgando!
Você ta julgando ele, sem saber se ele esta pensando algo de você.
Que certeza eu tinha?
Tudo voltou ao normal, e eu fiquei mais tranqüilo aceitando aquele dia como ele era.
No dia seguinte mais calmo eu e o líder sentamos na mesa tomamos um cha e falamos de coisas engraçadas.
E o melhor de tudo, olhar nos olhos dele sabendo que me redimi antes de ter julgado ele mal, isso em muito gratificante.
Continuamos assim esperando mais "um dia daqueles".
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Terça-feira, Julho 06, 2004
_Onde esta chave?
Da moto e do apartamento, que bosta, voltei pro mesmo lugar e ficamos procurando pois eu me lembrava que tinha deixado na grama, tudo foi em vão, procuramos por mais de uma hora, a Chyai jing jiang desiste, por que tinha que ser assim, ela me desejou
"good luck" , e eu pedi mil "sorry" e voltei pra procurar sozinho, procurei por mais dez minutos debaixo de um sol insuportável, e me lembrei da palavra esperança, falando com Deus sem duvidar um minuto, que ele estava comigo ali, crucifixo do meu colar na mão, seu eu não encontrasse enfrentaria tudo que tinha que fazer pra ligar a moto e abrir o apartamento, resolvi dar mais uma a ultima olhada, foram três passos e encontrei as chaves, peguei e gritei:
_Chyai!!!
Pensei comigo mesmo numa alegria intensa , obrigado meu Deus.
Sai correndo e encontrei ela mais ou menos um quilometro de distancia do lugar, quando me viu não acreditou querendo saber como e onde eu encontrei a chave, sendo que procuramos por mais de uma hora e não encontramos.
Apenas mostrei meu crucifixo, e balancei a cabeça.
Eu disse "hope" e ouvi um "good luck".
Será que alguém imagina o tamanho da dor de cabeça se não tivesse encontrado essa chave.
Dessa vez uma palavra fez a diferença, esperança.
Não quero esquecer esse dia jamais.
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Sexta-feira, Maio 28, 2004
De mim pra mim mesmo. :pNão quero ser o dono da verdade, mais sentar na beira de um rio vendo os pássaros as crianças e sentindo o sol e o vento da manha no meu peito, é acreditar na vida e realmente acreditar que sou feliz, apesar de não ter muito tempo pro lazer, e nessa hora que a emoção me completa e acredito que um dia vou sentir saudade desses dias, dias difíceis no qual eu me reencontrei sorrindo pras gotas de chuvas, pras coisas simples, ame você e agradeça pelos dias, pela vida, pelos sonhos e pela esperança.
A pessoa sem tempo procura prazer nos vícios, e uma pena ser assim, precisamos eliminar os vícios, mais como fazer isso?
E isso que eu ainda não sei...
Nato dia 28 de maio de 2004, Japão.
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Sábado, Maio 08, 2004

(foto:Porto militão Rio Grande)
E no espelho retrovisor, eu o vi sumir.
No cabelo dourado, feche os olhos por um momento... ainda estou la.
Os olhos mais azuis do Texas essa noite me perseguem.
Outra cidade outro quarto de hotel.
Outro sonho que terminou cedo demais.
Deixando me só.
Ansiando pela aurora, buscando forças pra seguir em frente.
Os olhos mais azuis do Texas essa noite me persegue."
(musica do filme: Meninos não choram)
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Quinta-feira, Maio 06, 2004

Ele gosta, mais gosta mesmo da arte do jiu-jitsu, ele já vinha treinando a muito tempo, agora chegou a hora de mostrar se aprendeu mesmo.
Domingo fomos pra Saitama, onde aconteceu a Cup jiu-jitsu. Muitos lutadores acho que devia ter mais de cinqüenta, tinha ate um japones que luta no pride lutando la.
Depois de muitas lutas, o Torão ficou com a medalha de bronze na disputa da categoria dele.
Mais depois veio o "mata mata" sem limite de peso, o premio era de 50000 yenes.
Eu nem imaginava, e muito menos o Juninho que ia lutar, já cansado, teve que lutar com os melhores do campeonato, não perdeu nenhuma e foi o campeão do torneio, levando a medalha de ouro.
Ah! E mais cinqüenta mil em dinheiro!
Ele falava que eu era o córner dele, aquele cara que fica do lado do ringue gritando,mais ele não me pagou nem um sushi pelo trampo, mais eu não estava sozinho nessa, pois do meu lado tava a namorada dele a Luciana, que não parava de gritar na minha orelha.
Resultado:
O Frank não viu nada, so dormiu, ainda bem que o vira lata veio dirigindo embora.
O Juninho ficou quebrado três dias, e reclamando da minha cama.
A Luciana como foi combinado ela ficou com o Money.
E eu...
Fiquei com a "oreia" quente, de tanto ouvir os gritos da Luciana.
_Vai Juuuuuuuuu!!

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Sexta-feira, Abril 23, 2004
Mais ele pensou, acreditou e assim foi feito.
Em poucas semanas já estávamos aqui na terra do sol nascente.
Quando eu vim pro Japão pela primeira vez meu irmão tinha dez anos de idade, crescemos juntos e compartilhamos muitas alegrias na infância, e acredito que essas lembranças é que nos da força pra ficarmos sempre unidos e aceitando o jeito de ser um do outro, afinal no andar da vida cada um se transforma no que acredita ser, no meu caso uma pessoa muito confusa, que pelo menos soube escolher os bons amigos da vida, e eles de certa forma vão te orientando nos caminhos errados que as vezes desviamos durante esse longo trajeto, rápido e longo trajeto, as horas são longas, mais os dias passam muito rápido.
Quando já faziam seis anos que eu estava aqui no Japão um dia me dei conta de tudo isso, estava trabalhando e comecei a pensar nisso tudo.
Meu irmão já estava com dezesseis anos e eu não estive ao lado dele vendo ele crescer, fiquei emocionado e decidi, era hora de voltar.
Mais o maior problema que enfrentei no Brasil foi que não conseguia ganhar dinheiro como eu ganho aqui no Japão trabalhando.
E la vai eu voltar pro Japão, foi então que fiz a proposta do pra ele vir pro Japão, mais eu não queria que ele se misturasse com a anarquia que se encontra os brasileiros principalmente os que moram em Hamamatsu, por isso viemos morar em Tokio e sozinhos, pois o negocio é, fazer um esforço, por mais que doa, mais viver como um verdadeiro dekassegui, ganhar dinheiro e voltar pro Brasil, orgulhoso de colher o que se plantou durante o ano inteiro, foi difícil pra mim e principalmente pra ele, que conheceu pela primeira vez o significado da palavra solidão, cansaço e saudade.
Eu me mostrei forte maduro pra que ele acreditasse que era assim que tinha que ser.
No ano que chegamos, fomos convidados para uma festa de final de ano onde so se encontrava os japoneses e chineses que trabalham conosco.
Ele encheu a cara, foi caindo e cambaleando durante o caminho de volta, chorava, dormia falando coisas inconsciente, e fizemos em duas horas o caminho que normalmente fazemos em trinta minutos, eu também estava bêbado, mais o frio e o vento cortante me dava forças pra segura-lo em meus braços e carregar ele durante o caminho, quando estávamos atravessando o rio Tamagawa ele deu um grito e disse:
_Não quero trocar minha vida por dinheiro!!
Foi ai que deixei ele no chão e me sentei na grama e fiquei refletindo as palavras.
Pensei na saudade que estava sentindo, nos amigos na minha família e disse pra ele:
_Vamos, levanta , esse ano vai ser difícil.(e foi)
deitado no chão com a bicicleta jogada a alguns metros, ele se arrastou ate mim e me levantou, foi assim que chegamos em casa naquela noite fria e triste, fizemos mais um capitulo de irmãos nessa vida, tudo isso aconteceu naquela noite, e acho que ele não se lembra muito do que aconteceu, passaram os dias os meses e o ano, fizemos muitos passeios juntos, nos divertimos, sofri e vi ele sofrendo com a perca de uma das pessoas que ele mais amou na vida.
Porque as vezes o amor não é tão forte quanto ao tempo.
O tempo que urge, no mundo que gira, pro homem que sonha.
O tempo passou e ontem ele foi embora, fui levar ele no aeroporto,não conseguimos controlar as emoções nos abraçamos e choramos.
Voltei pra casa e tive que fechar a porta do quarto dele, ver o quarto vazio a luz apagada, so no tapete, e a mesa de computador sem ele, teclando como sempre que chegava aqui em casa ..
Por isso a fechei .
Dei um sorriso não pensei em nada triste, pois afinal, ele esta muito feliz por voltar pra casa, pra encontrar os amigos e realizar seus sonhos, eu disse pra ele aproveitar o Maximo, que mesmo que ele fique dez anos aqui no Japão a insatisfação por não estar levando mais dinheiro sempre existira, pedi pra ele ficar longe das drogas pesadas e dos maus amigos que por estarem perdidos acabam nos influenciando nas mas escolhas da vida.
Eu continuo aqui, fazendo as mesmas coisas de sempre, me misturando no mar de rostos das estações de trem.
Ainda é primavera, sinto o cheiro das flores no ar, logo o tempo vai esquentar, e quando as folhas começarem a cair, chegara o outono ai eu saberei que é a minha hora, a hora de voltar pra casa.
A presença dele na casa ainda é muito grande, mais sempre é bom lembrarmos que por mais que o tempo nos afaste, sempre estaremos juntos.
_" E sempre, sempre haverá la beleza"
Meu irmão e eu
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Segunda-feira, Abril 05, 2004
Antes do filme o Bu já estava muito empolgado falando da historia do filme, falou que durante a gravação do filme caiu um raio na cabeça do ator que interpreta Jesus, pegou a bíblia e ficou falando das passagens bíblicas que narram os acontecimentos do filme.
Beleza mais quando começou o tão esperado filme durante as primeiras cenas eu olho pro lado e o Bu ta com a bocona aberta roncando que nem um caminhão velho, isso que ele tava ansioso pra assistir.
No meio do filme acordei ele, ele assustado disse:
_Mais apanha hein!
E voltou a dormir.
No domingo fomos pra almoçar na casa dos meus primos e depois quase derrubamos a casa deles brincando de luta dentro do apartamento.
È isso ai diversões boas risadas e barriga cheia de tanto comer e beber.
Valeu Pessoal por nos ter recebido como sempre...
Nato e Bu, primavera de 2004
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Segunda-feira, Março 15, 2004
De longe eu ouvi uma voz dizendo:
_Não! agora você foi longe de mais.
E realmente
Eu estava agarrado numa torre que parecia que eu mesmo tinha construído, era uma torre enorme, e na ponta dela, e me agarrava, parecia que eu fazer um desafio, e todos estavam la embaixo observando, eu nas alturas.
Onde eu queria chegar?
Quando eu estava agarrado nas alturas,eu comecei a ouvir uma voz grossa, parecia um chamado que só eu estava ouvindo, parecia uma oração , não sei se era pro bem ou pro mal, mais a voz continuava, e eu cada vez mais alto senti medo de cair das alturas, entrei em pânico e a te escorreguei um pouco.
Percebi que o pânico não era meu amigo aquela hora, então pedi força pra Deus, e se eu estava ali foi porque eu quis, estava no alto e cada vez mais com medo, tinha que buscar forças na minha confiança, a voz que continuava, agora falava mais grossa e numa língua estranha, foi quando eu acreditei que conseguiria voar.
Já estava nas alturas, e junto com a voz eu ouvia uma canção lírica, uma bela voz que cantava um canto hipnotizador de tão bela a voz feminina que ecoava ao fundo.
Fui me desgarrando de tudo e comecei a entrar no desconhecido, parecia escuro,
Me lembrei da ¿coisa¿, e parecia que ela ia me agarrar naquele momento que me pegava a algum tempo a traz, resolvi lutar contra todo aquele sonho ou pesadelo, no auge do bem com a força de Deus, fui acordando, e acordei, parecia que conhecia tudo aquilo que tinha passado, e voltei ao meu mundo o mundo do homem comum que sou, escrevi esse texto e por precaução não vou dormir, de medo, agora são 3:38 AM
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Sábado, Fevereiro 21, 2004
O meu sábado, foi que foi, fiquei em casa assisti o U.F.C, no qual o Vitor Belfort foi o campeão, depois assisti aquele programa do Kenji e do Ikeda, no qual entrevistavam uma profissional da noite, que dizia ter feito sexo anal pela primeira vez num filme pornô americano, no qual o ator tinha 23 cm de pinto...putz, achei engaçado a cara do kenji quando ouviu isso, e como sempre com suas perguntas idiotas, ele olha pra moça e pergunta:
_E doeu?
Ela fez tudo por duas tvs eu pra decorar seu quarto.
Ah mais foda-se eles todos, eu tava falando de mim.
Depois de ouvir essas bobagens comecei a ler o livro que comprei hoje cujo o nome é ¿Tudo valeu a pena¿, depois dormi até as seis da manha, já acordei fazendo barulho pra espantar a solidão, ouvindo musica, fazendo limpeza no apartamento, lavei a louça e temperei o frango que vou assar daqui a pouco quando eu voltar, do rio Tamagawa, porque agora eu vou correr, olhei pra fora pra ver se estava chovendo pois como estava na previsão do tempo que seria chuva hoje, mais ta maior céu de anil um puta sol, e pior que falei pros chineses que ia chover hoje, mais não to nem ai, pois quando estou correndo a energia do sol que bate no meu peito renova a esperança, dos dias que virão, por que apesar de estar longe do meu País,"sempre, sempre haverá a beleza".
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Quarta-feira, Fevereiro 18, 2004
Hamiltão loco !!! é vc??me passa o seu email...Comente
Sábado, Fevereiro 07, 2004
Antes de sair de casa eu li uma matéria no jornal, dizendo "atentado terrorista em Moscou mata 39 pessoas e deixa mais de 100 feridos".
Depois de uma hora de ter lido a ma noticia, eu estava no centro de Tókio dentro de um trem lotado.
Dizem que quando um homem bomba morre ele vai pro paraíso, e la no céu, estará esperando por ele, 70 virgens.
Mais eu não acredito nisso não, eles são uns otários, que quando morrem ao chegarem na porta do paraíso serão barrados e ouvirão a seguinte frase:
_Alto la! Onde você pensa que vai, tua porta é aquela da esquerda!
Ao entrarem na tal porta da esquerda, vão encontrar o diabo de cueca.
_Senta ali menino.
_Mais cadê as virgens?
_Virgem? A única coisa virgem aqui é seu buraco quente, mais deixa comigo que eu dou jeito nele.
Andando pelo bairro de Ueno, eu vi muitos estrangeiros, e aprendi uma coisa, quando você ver um americano negro nunca olhe pra ele, o cara é muito chato ele vai querer te arrastar de todo jeito pra comprar roupa na loja dele, depois de dizer muitos "não" me deu vontade de falar pros caras:
_Eu tenho cara de rapper?
Estrangeiros e japoneses se misturam nesses bairros, no meio da multidão, daí você escuta todos os idiomas na rua, até português.
De repente eu vejo uma confusão, todo mundo vai passando como se nada tivesse acontecendo, mais nós não brasileiro é muito curioso.
Não sei o motivo, mais era dois iranianos batendo num japonês, rolando na rua, o Japonês de terno e gravata ficou em desvantagem, o japonês estava bêbado e acho que ninguém apanha a toa, alguma coisa ele fez.
Daí fomos pra Akihabara, o centro de eletrônicos aqui do Japão, aparelhos de ultima geração se mistura a bugingangas vendido nas calçadas.
Eu estava procurando um aparelho de áudio portátil mp3.
Pesquisei o preço em varias lojas, e vendo que o preço varia entre 10000 yenes até 50000 yenes, já estava pensando em desistir.
É uma loucura aquilo, todo mundo quer vender, ficam gritando e anunciando seu produtos, entre um grito e outro eu escutei:
_Aparelho de mp3 portatil por 3900 yenes (37 dolares) ultimas unidades!!!
Opa, achei o que procurava (risos).
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Domingo, Janeiro 25, 2004
Pra quem não sabe "o cara" fez uma coisa inédita, arriscando sua própria vida pra realizar um sonho, no ano de 2002.
O que eu e ele tem em comum, digamos que somos sonhadores, descendentes de japoneses e trabalhamos aqui no Japão.
A diferença é que enquanto eu e todo mundo que vem pro Japão quando retorna pro Brasil, vai de avião, "o cara" foi de moto!!
Isso mesmo durante 234 dias e mais de 44mil quilômetros passando por 28 paises até chegar no Brasil, atravessando o continente asiático e africano e passando também pelo oriente médio correndo um verdadeiro risco de vida no Afeganistão.
Após terminar sua aventura, retornou para o Japão e agora esta lançando o livro "O cara da moto", pra quem gosta de aventuras como eu, eu recomendo esse livro, vale a pena.
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Domingo, Janeiro 18, 2004
Um dia dois moleques estavam comendo cachorro quente no carrinho do Jorge*, e no meio daquele movimento entre um freguês e outro, os moleques saíram de mansinho e foram embora sem pagar, quando o Jorge* percebeu o golpe dos meninos, saiu correndo e gritando:
_Pega ladrão!!!
Foi em vão, os moleques ja estavam do outro lado da praça, e quando ouviram os gritos saíram em disparada.
O problema que tinha uma viatura de policia parado na rua.
A policia viu a fuga dos meninos e saiu correndo em direção dos meninos, só conseguiu pegar eles uns 200 metros da praça.
O Jorge* no desespero da perseguição foi pular o banquinho da praça tropeçou, caiu de peito nas pedras ralando o queixo e deixando cair o celular que veio a espatifar no chão.
Na presença dos policias, o Jorge* gritava como um louco e disse que eles tinham que ser presos.
Mais como prender dois menores, ainda mais por causa de três reais.
Então os guardas deram uns safanões nos meninos e mandaram eles embora.
Grato pela ajuda dos policiais o Jorge* convidou os dois para comer um cachorro quente de graça no seu carrinho.
Mais o pior foi que na fuga dos meninos os policiais já tinham pedido ajuda pelo radio.
Demorou um pouco mais logo em seguida chegaram mais duas viaturas, uma delas tinha quatro policiais.
Então ficou assim.
O Jorge* todo orgulhoso por ter conseguido alcançar os meninos e ter dado uns safanões neles, fazendo lanche pra oito policiais.
Ou seja, o que era pra ficar em três reais acabou em doze reais, um celular quebrado, uma camisa rasgada, e o queixão todo ralado.
A estória e essa e vou terminando com a frase do Caju*.
_"Como tem nego troxa nesse mundo"!!
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Terça-feira, Janeiro 13, 2004
Simples como a de meu Pai, que vive com o objetivo de criar os filhos pra vida, manter se firme nas horas difíceis, e agradecer a Deus por tudo que a vida lhe ofereceu.
Aqui em Tókio pode se dizer que as pessoas não levam uma vida simples, mais não sei porque eu vou levando, ou tentando me manter no mundo simples que me confunde dia a dia, do meu jeito.
Não quero ser um mal exemplo, não quero o caminho do mal, uma frase que a mãe de um amigo disse pra ele a anos atrás, que ainda continua na minha cabeça.
"_Tudo que você fizer de ruim ou de bom, é pra você mesmo".
Uma simples frase, que vou encaixar nessa que estou tentando seguir , ¿uma vida simples¿
Alguém pode me chamar de ambicioso financeiramente falando, querer dar um mundo mais confortável pra não sei quem, um filho , um amigo, um alguém ou eu mesmo.
Criamos nossa própria rotina, mais de que vale tudo isso se eu nunca ajudar ninguém.
Pela ambição e o dinheiro, vou lutar pra conseguir as coisas, e rezar para que um dia eu possa dividir a minha tão sonhada Paz, com pessoas que realmente acredito e fazem parte da minha vida, enquanto isso, vivemos nossas vidas.
E principalmente porque não quero a sensação de não ter lutado.
Lutar é difícil, mais pior será se eu ficar remoendo por não ter tentado, nunca ter conseguido e nunca ter dividido.
Obrigado meu Deus...
Obrigado.
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Quinta-feira, Janeiro 08, 2004

Top 10
No ano de 2001 eu fui passear no Brasil e infelizmente tivemos que passar pelos Estados Unidos, aconteceu uma coisa muito desagradável tivemos que enfrentar uma vistoria muito rigorosa fomos tratados como terroristas ou Judeus num campo de concentração, mais tudo bem a coisa ta perigosa por lá, e todo mundo é suspeito até que se prove o contrario, até ai eu concordo.
Quando eu retornei pro Japão no ano de 2002 foi pior foram varias filas, burocracia e discriminação, agora o governo americano esta exigindo visto no passaporte pra todo mundo que passar por lá, mesmo que seja como nós que só ficamos algumas horas naquele país.
Mais depois eu vi que esta cada vez pior principalmente para os brasileiros que estão indo pro Estados Unidos passar férias.
Agora a coisa se inverteu e todos os americanos estão se queixando da demora pra entrar no Brasil.
Se não pode generalizar porque nos tratam como terroristas, se é uma questão de segurança por que os americanos reclamam tanto, veja:
"O rabino Marke Borovitz, de Los Angeles (Califórnia), criticou o procedimento parag entrar no Brasil. "Quando a gente vai a um país, quer ser bem recebido e não ser taxado de terrorista ou bandido", disse. Embora tenha entendido a medida brasileira, o norte-americano alega que a reciprocidade diplomática neste caso não se justifica, "porque vocês não sofrem de terrorismo"."
Chupa aqui ,hahhahhaha!!! Ou seja nós podemos passar por isso mais os gringos não?
Nunca me diverti tanto vendo os gringos na fila, e a quem diz:
Mais são turistas.
E eu sou o que, terrorista??
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Domingo, Janeiro 04, 2004
O pior é a calma que ela traz antes de começar a molhar meu rosto com o cheiro do vento...
Um dia eu mesmo falei que ela voltaria mais evoluída, devo ter surpreendido ela, mais ainda bem que não a subestimei.
Parece tudo parado, meu coração, minha atenção.
Confesso que agora não tenho força, mais se é pra acreditar em Deus e fazer o bem, vou fazer isso.
Dizem que é o único caminho que a gente não se arrepende.
Que se foda tudo.
Eu me lembro que uma vez pensei em suicídio, mais não me lembro o motivo.
Naquela época não devia estar sendo fácil pra mim, ainda bem que não fiz tal loucura.
Alguém um dia falou de um botão chamado ¿on-off¿ ele não existe mais rezo pra Deus facilitar um pouco as coisas, se eu sou tão importante pra algumas pessoas, que sentimento alem desse me daria forças pra parar de perguntar.
Se não existe uma explicação direta pra tentar entender a cabeça das pessoas e principalmente a minha.
Como fazer alguém enxergar o que ela não consegue.
Um dia eu fui um passaro que saio voando do ninho, enfrentando ventos fortes a solidão e as muitas tempestades da vida.
Mais agora parece diferente.
A hora é agora, sem vícios e sem motivos.
Eu vou dormir na caverna que construí no fundo da minha cabeça.
Vou esperar essa tempestade que ainda não veio, mais já escureceu meu céu.
O que me deram eu não quis, e isso é muito confuso.
Se um dia for pra rir ...hoje é pra chorar.

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Sábado, Dezembro 27, 2003
Ai pessoal quem quiser conhecer a home page do meu irmão que mora no Brasil é so clicar AQUICOMUNISMO: Você tem duas vacas, o governo toma as duas e te dá um pouco de leite.
FASCISMO: Você tem duas vacas, o governo toma as duas e vende o leite para você.
NAZISMO: Você tem duas vacas, o governo toma as duas e te mata.
BUROCRACIA: Você tem duas vacas, o governo toma as duas, mata uma e joga o leite da outra fora.
DEMOCRACIA: Você tem duas vacas, vende as duas para o governo, muda para a cidade e consegue um emprego público.
ANARQUISMO: Você tem duas vacas, mata as duas e faz um belo churrasco.
CAPITALISMO: Você tem duas vacas, vende uma, compra um touro e o governo toma os bezerros como imposto de renda na fonte.
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Quarta-feira, Dezembro 17, 2003
center>Ai meninas tem um cara lá no meu trabalho que se chama Wako san!!!No caso é esse bunitão ai da foto, um dia ele viu meu blog, daí ele ficou me pedindo pra colocar a foto dele pra ver se eu arrumava alguma namorada brasileira pra ele, bom como o cara é muuuuuiito gente fina, eu realizei o pedido dele, quem se interessar em conhecer a figura, me avise.
Um abraço a todos vocês.
電子メールに興味を起こさせるために友人のRenato の私のsam へ命令すれば私の名前はWako のsam 、きれい、愛情深いブラジルの女性との友情を作りたいである! 接吻
Nome: Wako
Idade: 30 anos
Estado civil: Solteiro a ponto de bala.
Um sonho: Namorar uma brasileira
Frase: Perigoso né!
Uma mania: Tratar bem os estrangeiros.
Cidade: Tókio
Profissão: Finge que trabalha.
my name is wako sam is wanting to make friendship with Brazilian women, whom if to interest an email orders to my friend Renato sam, is pretty and affectionate! kisses

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Sábado, Dezembro 13, 2003
Fico sentado na cama com a cabeça apoiada nos joelhos.
Talvez, antes movido pela dependência química.
Sentindo que me falta algo.
Então me levanto e vou ate a cozinha, preciso tomar um ar.
Abro a janela e me sinto os olhos da madrugada, vejo a calma chuva que cai do telhado.
Na ausência de completar algo eu tento fumar um cigarro.
Fico sentado do lado de fora de casa sentindo frio durante minutos às vezes horas.
Chega uma hora que sinto tanto frio que a única coisa que penso é no meu cobertor, o frio me faz esquecer as outras coisas.
Quando me deito sinto o conforto de um colo.
Aquele colo que só tive quando era uma criança.
Parece que um anjo passa a mão sobre meu rosto tenso e paranóico.
Daí minha cabeça começa a imaginar a sonhar acordado.se eu tivesse um encontro com minha Avó ela certamente diria:
_Não sinta medo meu garotinho, eu estou aqui, pra te guiar.
_ Vó você se lembra quando eu fiquei doente e minhas pernas ficaram queimadas e cheias de bolhas, todas as pessoas se afastavam de mim, mais você cuidou de mim.
Sabe Vó um dia as outras crianças me trancaram num quarto escuro e eu não podia andar e também não podia gritar com medo do escuro, medo de que algo viesse daquele escuro me ajudar,eu sentia frio e a única coisa que eu consegui fazer foi tocar minha mão naquela parede gelada.
Sabe, é que agora, eu estou com essa sensação outra vez, eu não consigo explicar mais é assim que eu sinto.
Vó onde estão aquelas crianças?
Vó onde esta o branco dos seus olhos?
Por que você esta com plumas nas mãos?
_Não chore meu filho aquele foi outro dia.
_Não se preocupe eu sempre vou cuidar do meu menino.
Vó você sempre me chamando de filho, eu me lembro que um dia você me disse que eu era a reencarnação daquele seu filho que morreu.
Quando eu era criança eu tive sonhos repetidos.
E eu tomava banho num tanque de lavar roupas, e quem me dava banho eu não conseguia ver o rosto, era duas pessoas um homem e uma mulher.
Eu sempre soube que eram vocês meus Avós, mais na parede tem um quadro de uma pessoa muito antiga, não é da minha época eu sei.
Vó foi estranho ter crescido com a sensação de ser uma criança morta.
Por que seus olhos estão negros?
_Meu filho não pense nisso, agora eu estou aqui.
_Vou ajudar sempre você a conseguir, a realizar seus sonhos.
Vó me desculpe por ter usado drogas, eu só queria fugir desses sentimentos que acompanham minha vida.
Mais teve uma vez que eu fui muito longe.
Numa viagem alucinógena eu fiquei sentado numa poltrona por mais de seis horas num transe profundo.
Numa sala que flutuava e fui pro lugar mais incrível que conheci, era muito longe e eu estava só.
Eu tinha a sensação que estava no ultimo estagio do ultimo dia da minha vida.
As paredes eram brancas e da janela eu via o universo inteiro, e a porta na minha frente era uma entrada escura sem luz.
Eu estava em paz, era o Maximo que uma alma viaja uma sensação incrível.
Era um estase de estar perto de Deus.
Quando eu voltei à realidade o dia já tinha amanhecido.
Repeti as doses mais nunca mais consegui voltar naquele lugar outra vez.
Pois o que eu vi depois foram meus amigos se destruírem com as drogas.
Vó o que eu estou fazendo aqui tão longe de casa?
_Meu filho não chore assim, são coisas passadas, que sempre assombrarão o seu futuro.
Mais Vó porque seus olhos estão fechados, seus lábios não movem e eu consigo te ouvir.
Por que esta tão frio aqui?
Lembro-me do dia quando vim pra sua terra natal, você estava no seu leito de morte e mesmo assim você conseguiu se levantar e você me deu aquele tapa no rosto e me disse que eu era um coitado porque agora eu era um homem.
Eu não conseguia entender o que você queria dizer com aquilo.
Mais hoje tão longe eu sinto que aquele tapa na verdade nunca doeu comparado com essa solidão.
Vó hoje tem uma pessoa querendo me ajudar, mais eu tenho medo de toca-lá e fazer que seus olhos inocentes se transformem em olhos vermelhos como o meu.
_Meu filho você esta vendo aquele céu vermelho atrás do horizonte?
_Eu sei Vó é o por do sol!
Não meu filho é o dia que esta nascendo, e é você que esta vendo do lugar errado.

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Quinta-feira, Dezembro 11, 2003
Nato curioso pergunta!!!Comente
Você teve decepções ou alegrias nos blogs que você visitou?
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Você sabia que até o Presidente Bush tem um blog? Fora ele muitas pessoas famosas utilizam os blogs pra trocar informações com seus fãs, no meu caso eu vejo um blog como uma terapia, um lugar meu, onde eu escrevo meus pensamentos, idéias e coisas do dia a dia, você vê assim também ?
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Vamos falar de celebridades, me fale o nome de uma pessoa famosa que te decepcionou esse ano, e por que?
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E uma celebridade que te surpreendeu?
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Agora me desculpem essa pergunta, mais você acha que Michael Jackson é inocente?
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As musicas sempre nos fazem relembrar algum período de nossa vida, esse ano qual a musica que você acha que vai ficar na sua memória?
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Falando de política você acha que o Brasil esta no caminho certo? Você sentiu alguma melhoria?
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Não precisa dizer se você votou no Lula, mais você esta gostando do governo Lula?
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No mundo esportivo qual a maior alegria que você sentiu esse ano?
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Qual o melhor filme que você assistiu esse ano? E que filme você indicaria para um amigo?
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Esse ano esta terminando você acha que foi bom, e comparando com o ano passado você progrediu?
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Aonde você pretende passar a virada do ano, mais nem sempre vamos pra onde realmente queremos, você tem um lugar que você queria ir?
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Agora pra encerrar, deixe uma mensagem ou uma pergunta pro administrador da Poison rain, o mala do Nato!!!
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Quarta-feira, Dezembro 10, 2003
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Domingo, Dezembro 07, 2003